Design sem nome (5)

PF aponta supostos repasses a Lulinha e STF autoriza quebra de sigilo bancário

A Polícia Federal incluiu no relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal a descrição de pagamentos que teriam como destinatário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O documento integra a investigação sobre fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social.

O pedido de quebra de sigilo bancário foi autorizado pelo ministro André Mendonça. A decisão permite que os investigadores analisem movimentações financeiras, identifiquem eventuais repasses, datas, origem e destino dos valores.

Segundo informações do inquérito, que tramita sob sigilo, haveria indícios de pagamentos mensais que chegariam a R$ 300 mil. Os valores seriam atribuídos a Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e teriam sido feitos por meio de uma pessoa próxima a Lulinha.

A apuração preliminar aponta que os recursos teriam como finalidade facilitar acesso do investigado a determinados ambientes em Brasília. A defesa dos citados nega qualquer irregularidade.

Os investigadores também mencionam a apreensão de um envelope com o nome de Lulinha durante uma fase da operação Sem Desconto. Após a ação, mensagens trocadas entre envolvidos teriam demonstrado preocupação com o material recolhido.

Além disso, um ex-funcionário de Antunes relatou à PF e à CPMI do INSS que o lobista mencionava repasses ligados ao filho do presidente de forma recorrente.

Com a quebra de sigilo autorizada, a Polícia Federal deverá rastrear as movimentações financeiras para verificar se houve transferências compatíveis com os relatos. A análise busca confirmar a existência, periodicidade e origem dos valores citados na investigação.

Compartilhe esse texto nas suas redes sociais: