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PGR pede ao STF a condenação de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe: julgamento deve ocorrer em setembro

Foto: Cristobal Herrera/EFE

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na noite desta segunda-feira (14), a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete investigados ligados ao chamado “núcleo duro” da tentativa de golpe em 2022.

O pedido foi enviado por volta das 23h45 ao ministro Alexandre de Moraes e marca a etapa final antes do julgamento — a fase das alegações finais. A análise pelo STF deve acontecer em setembro.

No documento de 517 páginas, o procurador-geral Paulo Gonet afirma que Bolsonaro liderou uma organização criminosa com o objetivo de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito e aplicar um golpe de Estado. Os crimes apontados incluem também organização criminosa armada, dano qualificado por violência e ameaça, e deterioração de patrimônio tombado. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

Réus além de Bolsonaro:

  • Walter Braga Netto (general e candidato a vice em 2022);
  • General Augusto Heleno (ex-Gabinete de Segurança Institucional);
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
  • Paulo Sérgio Nogueira (general e ex-ministro da Defesa);
  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator).

Mauro Cid, que colaborou com as investigações por meio de delação premiada, deve ter sua pena suspensa em caso de condenação.

Bolsonaro como líder do plano golpista

Na acusação, o procurador Paulo Gonet aponta Bolsonaro como o líder e principal beneficiário da tentativa de golpe. Segundo ele, o ex-presidente usou a máquina pública e apoio militar para disseminar desinformação, atacar o sistema eleitoral e criar instabilidade institucional com vistas a permanecer no poder.

“Mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias”, escreveu o procurador.

O que vem agora

Com a entrega das alegações da PGR, a defesa de Mauro Cid tem 15 dias para se manifestar. Depois disso, os advogados dos demais réus apresentarão suas respostas no mesmo prazo. Só então o STF marcará a data do julgamento, que, nos bastidores, é esperado para setembro.

Fonte: Agência Brasil

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