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Polícia suspeita de mais de uma pessoa envolvida na morte de empresário encontrado em Interlagos

A Polícia Civil de São Paulo acredita que mais de uma pessoa esteja envolvida na morte do empresário Adalberto Amarilio Júnior, de 36 anos. Ele foi encontrado sem vida dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos no dia 3 de junho — quatro dias após participar de um evento de motocicletas no local.

Para os investigadores, é improvável que alguém tenha agido sozinho. O local onde o corpo foi achado — um buraco de dois metros de profundidade e apenas 40 cm de diâmetro — reforça a tese de que a vítima foi colocada ali por mais de uma pessoa.

Ainda não há suspeitos formalmente acusados. Um amigo de Adalberto, que foi a última pessoa a vê-lo com vida, chegou a ser investigado, mas acabou descartado como possível autor do crime.

Agora, a polícia investiga se o empresário teria sido morto por seguranças do autódromo. O caso lembra a morte de um catador de recicláveis, ocorrida em novembro de 2023, também dentro das dependências de Interlagos.

Laudos apontam que Adalberto morreu por asfixia, o que fez com que o inquérito passasse a ser tratado como homicídio. Os investigadores avaliam duas possibilidades: asfixia por pressão no tórax ou no pescoço. Uma das hipóteses é que a vítima tenha recebido um “mata-leão” durante uma possível abordagem violenta.

No dia do desaparecimento, cerca de 200 vigilantes estavam trabalhando no evento. A polícia já tem uma lista com os nomes de todos eles e está buscando imagens de câmeras de segurança para identificar quem circulou entre o autódromo e o carro da vítima.

O carro de Adalberto foi encontrado estacionado no Kartódromo de Interlagos, com marcas de sangue no interior. O veículo foi apreendido.

Adalberto desapareceu na noite da sexta-feira, 30 de maio, depois de dizer à esposa que assistiria a uma corrida de motocross e seguiria para casa depois. A última mensagem foi enviada por volta das 20h.

Segundo o amigo Rafael Aliste, que o acompanhava no evento, os dois passaram o dia juntos, participaram de corridas de moto, consumiram bebida alcoólica e se despediram por volta das 21h.

Adalberto era proprietário da rede Óticas Angela, com lojas em Osasco e Barueri, na Grande São Paulo. Era casado com Fernanda Dândalo e o casal compartilhava a paixão por motos.

Nas redes sociais, aparecem juntos em viagens para Paris, Roma e outros destinos. Em uma das últimas postagens, Fernanda aparece com Adalberto em frente a uma moto, com a legenda: “motoqueiros selvagens”.

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