A política em Brasília acaba de ganhar mais um terremoto. A federação União Progressista, que une PP e União Brasil, bateu o martelo e anunciou a saída oficial da base de apoio do governo Lula. O movimento vem com efeito imediato: todos os cargos ocupados no Executivo serão devolvidos, incluindo dois ministérios de peso, o Esporte, comandado por André Fufuca (PP), e o Turismo, chefiado por Celso Sabino (União Brasil).
A decisão mexe diretamente com a balança de poder no Congresso. PP e União Brasil têm bancadas robustas, tanto na Câmara quanto no Senado, e sua debandada promete dificultar votações estratégicas para o Planalto, especialmente em pautas econômicas.
Lula, que já vinha enfrentando dificuldades em costurar maioria, terá que recalcular a rota. E no xadrez político, perder dois partidos de médio-grande porte não é apenas uma pedra no sapato, é um tropeço daqueles capazes de deixar o governo mancando em votações decisivas.
No fim das contas, parece que a “base ampla” virou “base estreita” mais rápido do que o esperado.