Design sem nome (5)

Prefeitura de Natal entrega fardas escolares com defeito para alunos e pais reclamam

As fardas escolares distribuídas pela Prefeitura de Natal, que deveriam trazer alívio ao bolso das famílias, acabaram gerando dor de cabeça. Pais e responsáveis relatam receber peças com costuras tortas, recortes mal feitos, tamanhos errados e até kits incompletos. O resultado é sempre o mesmo: a população paga a conta de um serviço mal feito.

Um pai contou que recebeu uniformes defeituosos para as duas filhas, matriculadas em escolas diferentes. Conseguiu trocar parte do material, mas as peças substituídas também apresentavam falhas, “menos graves”, segundo ele. Já a outra filha continua sem solução.

E o problema não para por aí. Uma vizinha relatou ter recebido um kit escolar sem tênis, calça e camisa de manga. Ao procurar a escola, foi informada de que não teria direito à troca porque o kit já havia sido aberto e parte das roupas usadas, ou seja, além de receber material incompleto, ainda ficou sem assistência.

A falta de padronização nos procedimentos de substituição só aumenta a confusão, deixando famílias sem saber a quem recorrer.

A Secretaria Municipal de Educação reconheceu que falhas podem acontecer diante do volume da compra: foram mais de 260 mil itens distribuídos. Mas a resposta não convence. Se há tanto dinheiro envolvido em contratos milionários, é obrigação da gestão fiscalizar de perto a qualidade do material entregue, e não aceitar qualquer coisa.

Não é novidade que empresas fornecedoras de uniformes e merendas, muitas vezes ligadas a figuras próximas ao poder, acabam entregando produtos de baixa qualidade sem sofrer punição. O prejuízo recai sempre sobre quem menos pode reclamar: os pais e alunos da rede pública.

Enquanto isso, a promessa de igualdade e dignidade para as crianças vira pano de fundo para o velho enredo de contratos sem controle.

Fonte: Blog do Dina

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