Rubens Ferreira de Paiva Júnior, de 32 anos, condenado a 18 anos de prisão por matar e enterrar uma ex-aluna, recebeu R$ 231 mil do Estado do RN mesmo após ser preso.
Ele foi nomeado professor em uma escola estadual em Rio do Fogo, mas nunca deu aula. Se apresentou para tomar posse em março de 2020 e sumiu — literalmente.
Menos de três meses depois, em maio de 2020, foi preso pelo assassinato de Letícia Dyrajaya, de 24 anos, crime cometido em São Gonçalo do Amarante.
Mesmo atrás das grades, o salário continuou pingando por quatro anos e três meses. Só em junho de 2024, após um censo da Secretaria de Educação, o erro foi percebido e o pagamento suspenso.
A SEEC só abriu processo administrativo em 2025, quase cinco anos após a posse. O próprio Estado só “descobriu” que o servidor estava preso em junho deste ano.
A previsão é que Rubens vá para o regime semiaberto em setembro.