A tão propalada retórica de paz e democracia do Partido dos Trabalhadores (PT) ficou, mais uma vez, só no discurso. A eleição para o diretório municipal do partido em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, terminou em verdadeira confusão neste fim de semana.
A disputa entre as chapas internas expôs o que muitos chamam de crise de coerência: enquanto o PT faz questão de se apresentar como defensor do diálogo e do respeito, seus próprios filiados protagonizaram cenas lamentáveis de empurrões, bate-boca e agressões.
As imagens que circulam nas redes sociais mostram claramente o tumulto e o clima de hostilidade que tomou conta do local da apuração dos votos. O constrangimento foi tanto que alguns membros do partido precisaram registrar boletins de ocorrência na delegacia, denunciando atitudes violentas de correligionários.
Acusações de irregularidades na votação também fizeram parte do cenário caótico, alimentando ainda mais as desavenças internas. No fim, o partido que vive repetindo slogans sobre união e respeito mostrou, na prática, que a briga pelo poder continua sendo prioridade — mesmo que isso custe a própria coerência com os ideais que tanto pregam em público.