A Operação Contenção, deflagrada nas comunidades da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, entrou para a história como uma das mais letais do estado. O confronto deixou 64 mortos, sendo 60 suspeitos e quatro agentes de segurança, entre eles dois policiais civis e dois policiais do BOPE.
A ação envolveu cerca de 2,5 mil agentes e teve como alvo o Comando Vermelho (CV).
A seguir, conheça quem eram os policiais mortos durante a operação:

Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho (51 anos)
Chefe do 53º Distrito Policial (Mesquita), Marcus Vinícius, conhecido entre os colegas como “Máskara”, era um dos policiais mais respeitados da corporação. Havia sido promovido recentemente e tinha mais de 30 anos de carreira na Polícia Civil.
O velório aconteceu na Capela C do Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, e reuniu familiares, amigos e colegas de profissão.

Rodrigo Velloso Cabral (34 anos)
Inspetor lotado na 39ª DP (Campo Grande), Rodrigo havia ingressado recentemente na Polícia Civil e estava na corporação havia apenas dois meses. Era casado há 17 anos e deixa uma filha.
Em uma mensagem nas redes sociais, a esposa escreveu:
“Você partiu cumprindo sua missão de proteger a sociedade. Um herói em sua profissão e um gigante em nossa vida.”
O sepultamento ocorreu no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil.

Sargento Cleiton Serafim Gonçalves (42 anos)
Integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), o sargento Serafim ingressou na Polícia Militar em 2008. Durante a operação, foi atingido por disparos e não resistiu após ser levado ao Hospital Getúlio Vargas.
Era casado e pai de uma filha. Colegas lembram dele como um profissional disciplinado, sempre disposto a ajudar e a liderar missões de alto risco.

Sargento Heber Carvalho da Fonseca (39 anos)
Também pertencente ao BOPE, o sargento Heber ingressou na corporação em 2011. Era casado e deixava dois filhos e um enteado. Assim como Serafim, foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Companheiros o descrevem como um homem calmo, corajoso e dedicado, sempre à frente das ações mais complexas da tropa de elite da PM.
Homenagens e repercussão
Os quatro policiais foram homenageados por colegas e autoridades da segurança pública. A Polícia Civil e a Polícia Militar do Rio de Janeiro publicaram notas lamentando as mortes e exaltando o compromisso dos agentes com a sociedade.
“Eles tombaram em serviço, defendendo vidas e enfrentando o crime organizado com coragem e honra. O Estado do Rio de Janeiro deve muito a esses heróis”, dizia o comunicado oficial.
A operação, embora considerada a mais letal da história do Rio, expôs o alto custo humano das ações de combate ao tráfico em comunidades dominadas por facções. A morte dos quatro agentes reforçou o debate sobre segurança pública, planejamento tático e proteção aos policiais em missões de grande risco.