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RN recebe primeira remessa de antídotos contra intoxicação por metanol

O Rio Grande do Norte recebeu nesta sexta-feira (10) a primeira remessa de antídotos para tratamento de intoxicação por metanol, substância altamente tóxica e frequentemente associada a casos de adulteração de bebidas alcoólicas. O envio foi feito pelo Ministério da Saúde, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o lote inicial é composto por 24 ampolas de Fomepizol, medicamento usado como antídoto em casos de envenenamento por metanol. O material ficará armazenado na Unicat (Unidade Central de Agentes Terapêuticos) e será distribuído conforme demanda médica, seguindo as orientações do Ministério da Saúde.

Apesar da chegada dos antídotos, o RN não registra casos confirmados ou suspeitos da intoxicação até o momento. Um caso sob investigação em Natal foi descartado após análises laboratoriais.

“Essa é uma ação preventiva e estratégica. O objetivo é garantir que o estado esteja preparado caso surjam casos suspeitos, como já ocorreu em outras regiões do país”, informou a Sesap em nota oficial.

O Fomepizol é o antídoto mais eficaz contra o metanol e chegou ao Brasil no início de outubro. A primeira remessa nacional contém 2,5 mil unidades, que estão sendo distribuídas a todos os estados e ao Distrito Federal. O medicamento é usado em hospitais de referência para tratar pacientes que apresentem sintomas de intoxicação, como visão turva, náusea, fraqueza e perda de consciência.

O envio ocorre após uma série de casos de intoxicação por bebidas adulteradas registrados em outros estados, o que levou o Ministério da Saúde a reforçar a vigilância e o abastecimento emergencial da rede pública.

No Rio Grande do Norte, a Sesap, o CIEVS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) e o CIATox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) permanecem em alerta para monitorar possíveis ocorrências. A pasta também já publicou uma nota técnica com orientações sobre diagnóstico, manejo clínico e notificação de casos suspeitos.

O metanol é uma substância usada na indústria química e não deve ser consumido por humanos. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, coma e morte. Por isso, autoridades reforçam o alerta à população sobre o risco do consumo de bebidas de procedência duvidosa.

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