O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, decidiu na manhã desta quinta-feira, 19 de março, anular a quebra de sigilo do fundo Arleen, que havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado.
O fundo esteve no centro da apuração por ter adquirido uma participação da empresa Maridt, ligada ao também ministro do STF, Dias Toffoli, em um resort localizado no Paraná.
Na decisão, Gilmar Mendes avaliou que esse tipo de medida tem caráter excepcional e não pode ser tratado como um procedimento comum de investigação. Segundo ele, o tema ainda precisa ser analisado pelo plenário da Corte, o que reforça a necessidade de cautela antes da adoção de ações mais invasivas.
Com isso, a decisão suspende os efeitos da medida aprovada pela CPI até que haja um posicionamento definitivo do Supremo sobre o caso.