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STF entra na reta final do julgamento de Bolsonaro por “tentativa de golpe”

Crédito: Gustavo Moreno/STF

A partir desta quarta-feira (13), o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado entra em sua fase decisiva.

Sete réus do núcleo considerado central no suposto plano golpista têm até essa data para apresentar suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF). Será a última chance das defesas de tentar convencer os ministros com suas versões dos fatos.

Depois disso, o relator Alexandre de Moraes poderá elaborar seu voto e liberar o caso para julgamento. O presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, definirá a data. A expectativa, segundo a CNN, é que a decisão — condenação ou absolvição de Bolsonaro — ocorra já em setembro.

Além do ex-presidente, também respondem no chamado núcleo 1 os ex-ministros Alexandre Ramagem, Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ajudante de ordens Mauro Cid; e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Mauro Cid, por ser delator, já entregou sua defesa, negando participação no plano e apresentando diálogos que, segundo ele, demonstram oposição à ruptura institucional.

Na semana passada, Moraes pediu a prisão domiciliar de Bolsonaro, que também é investigado em outro inquérito por supostamente tentar atrapalhar investigações e conspirar contra o Estado nos Estados Unidos. A decisão provocou reações em Brasília, com manifestações de apoio ao ex-presidente, carreatas e buzinaços.

No Congresso, a oposição se mobilizou contra o ministro do STF, com protestos nos plenários, ocupação de mesas diretoras e pressão por impeachment. Líderes da direita também defendem um projeto que anistia condenados pelo 8 de janeiro.

Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA e a embaixada americana em Brasília acusaram Moraes de violações de direitos humanos e fizeram ameaças contra seus aliados. Os ministros do STF, porém, afirmaram que não se deixarão intimidar.

Paralelamente, o núcleo 2 da ação também deve avançar, com a conclusão de diligências e abertura do prazo para alegações finais da Procuradoria-Geral da República.

Fonte: CNN

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