O Supremo Tribunal Federal bateu o martelo: a Primeira Turma formou maioria, nesta quinta-feira (11), para condenar Jair Bolsonaro (PL) e sete de seus principais aliados pela tentativa de golpe de Estado após a derrota nas urnas em 2022.
Com os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, somados aos já proferidos por Alexandre de Moraes e Flávio Dino, o placar ficou definido. Falta apenas o voto de Luís Roberto Barroso, presidente da Corte, mas o resultado está selado.
Quem caiu junto com Bolsonaro
- Jair Bolsonaro (ex-presidente)
- Mauro Cid (ex-ajudante de ordens)
- Almir Garnier (almirante)
- Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)
- Alexandre Ramagem (ex-diretor da PF)
- Augusto Heleno (general)
- Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)
- Braga Netto (general e ex-ministro da Defesa)
O peso do voto de Cármen Lúcia
A ministra não poupou palavras: disse que a PGR apresentou “prova cabal” da tentativa de golpe e frisou que Braga Netto teve papel ativo, articulando para manter Bolsonaro no poder mesmo após a derrota.
O julgamento entra para a história e deve estremecer o bolsonarismo. Para Bolsonaro, abre-se a porta da inelegibilidade definitiva e de novas dores de cabeça na esfera criminal. Para seus aliados, a sombra de condenações no Supremo compromete futuros projetos eleitorais.
No Rio Grande do Norte, parlamentares e líderes próximos ao ex-presidente tentam montar um discurso de defesa, mas os bastidores revelam preocupação real: o desgaste pode respingar não só nas eleições municipais do ano que vem, como também em 2026. O PL, que vinha surfando no apoio bolsonarista, agora terá de administrar o peso de carregar condenados no currículo.