Nas últimas 72 horas, Natal foi atingida por chuvas que somam 200 milímetros um volume imenso que transformou ruas em rios e invadiu casas, deixando muitas famílias desabrigadas e desesperadas. O que dói não é a força da natureza, mas a falta de um olhar real do poder público para quem sofre com esses alagamentos ano após ano.
Não existe cidade no mundo preparada para chuvas tão fortes assim. Mas o que não pode acontecer é a população ficar entregue à própria sorte quando a água invade seu lar, destrói seus pertences e ameaça sua vida. Onde estão os abrigos decentes? E os alimentos, roupas, colchões para quem perde tudo? Cadê o suporte que deveria chegar rápido?
Esse ciclo de sofrimento se repete todo ano, como se fosse normal e são mais fortes em crianças e idosos. Só que para essas famílias, a situação é tudo menos normal é desespero, insegurança, medo. E é responsabilidade de quem governa pensar em soluções que realmente funcionem, que cuidem das pessoas e não só esperem a chuva passar.
Natal precisa sair do improviso, é hora de investir em assistência, acolhimento humanizado e políticas que ajudem a prevenir esses desastres, ou pelo menos a diminuir o impacto deles. Porque por trás de cada alagamento tem uma história de perda e luta e essas histórias merecem ser ouvidas e sobretudo, amparadas.