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Toffoli manda PF entregar perícia completa do caso Master onde ele próprio é citado e esclarece sociedade com empresa ligada a cunhado de banqueiro

Foto: Andressa Anholete/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, determinou que a Polícia Federal encaminhe, na íntegra, os laudos periciais dos celulares e demais mídias apreendidas no âmbito do caso envolvendo o Banco Master. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

A decisão, assinada nesta quinta-feira, inclui o envio de análises telemáticas, informáticas e telefônicas, além de outros elementos de prova coletados durante a investigação, entre eles dados extraídos de aparelhos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao justificar a medida, Toffoli destacou que as defesas dos investigados já haviam solicitado acesso ao material anteriormente, o que fundamentou a determinação para que o conteúdo seja disponibilizado integralmente.

Nota sobre empresa e relação indireta

A decisão ocorre no mesmo dia em que o ministro tornou pública uma nota esclarecendo que é sócio da empresa Maridt, que realizou negócios com Fabiano Zetel, cunhado de Daniel Vorcaro.

Segundo Toffoli, a Maridt é uma empresa familiar constituída como sociedade anônima de capital fechado, administrada por parentes seus. Ele afirmou que apenas integra o quadro societário e não exerce função de gestão.

O ministro ressaltou que sua participação está amparada pela Lei Orgânica da Magistratura, que permite a magistrados manter participação societária e receber dividendos, desde que não atuem na administração da empresa.

Operações e saída do grupo

De acordo com a nota divulgada, a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro até fevereiro de 2025. A saída ocorreu por meio de duas operações sucessivas: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em fevereiro de 2025.

O gabinete do ministro informou que todas as transações foram declaradas à Receita Federal e realizadas dentro do valor de mercado.

Toffoli também destacou que a ação relacionada à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília foi distribuída a ele em novembro de 2025, quando a empresa da qual é sócio já não integrava mais o grupo citado.

O ministro afirmou ainda que não conhece o gestor do Fundo Arllen e que jamais manteve relação de amizade com Daniel Vorcaro. Também declarou que nunca recebeu valores do banqueiro nem de seu cunhado.

Toffoli é o relator do inquérito que apura suposta fraude bilionária envolvendo a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB.

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