O movimento conservador americano perdeu um de seus principais nomes nesta quarta-feira (10). Charlie Kirk, fundador da Turning Point USA, foi morto a tiros enquanto discursava para estudantes na Utah Valley University, em Orem, Utah. Ele tinha 31 anos.
Segundo as primeiras informações, o disparo veio de um prédio próximo ao campus, a quase 200 metros de distância. O tiro atingiu o pescoço do ativista, que ainda foi levado em estado crítico ao hospital, mas não resistiu. O FBI e autoridades locais tratam o caso como crime político e já investigam possíveis motivações.
Trump reage e aponta “clima de hostilidade”
O presidente Donald Trump confirmou a morte e chamou Kirk de “lendário”, lembrando sua forte conexão com a juventude conservadora. Em homenagem, ordenou que todas as bandeiras americanas sejam hasteadas a meio-mastro.
Trump também não poupou críticas: acusou a “esquerda radical” de alimentar um ambiente de ódio que, segundo ele, abre espaço para tragédias como essa. Já o governador de Utah, Spencer Cox, foi direto: “Estamos diante de um assassinato político”.
Quem foi Charlie Kirk
Nascido em 1993, Charlie Kirk construiu ainda jovem um império de influência entre estudantes. Com a Turning Point USA, levou a pauta conservadora para mais de 3,5 mil escolas e universidades. Além de palestrante, era voz ativa em podcasts, rádios e redes sociais, onde reunia milhões de seguidores.
Kirk era próximo de Trump e se tornou um dos rostos mais conhecidos da nova direita americana, sempre em confronto aberto com a esquerda e políticas progressistas. Sua morte gerou comoção no campo conservador, mas também um alerta entre analistas políticos: a escalada da violência ideológica nos EUA parece ter ultrapassado um novo limite.