O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças americanas capturaram o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama Cilia Flores durante uma operação militar realizada na madrugada deste sábado (3) em diferentes pontos do território venezuelano, incluindo Caracas. Segundo Trump, o casal teria sido levado para fora do país.
A declaração foi feita pelo próprio presidente em uma publicação nas redes sociais. Ele classificou a ação como um ataque militar bem-sucedido em grande escala e anunciou que o governo norte-americano deve conceder uma coletiva de imprensa ainda hoje para apresentar mais detalhes sobre a operação.
Relatos de moradores e testemunhas indicam que explosões foram registradas em Caracas nas primeiras horas da manhã, com colunas de fumaça visíveis próximas a áreas militares e regiões urbanas. De acordo com autoridades americanas, a ação teria envolvido forças especiais e agentes de segurança dos Estados Unidos atuando de forma coordenada.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos determinou a suspensão de voos no espaço aéreo venezuelano por razões de segurança. Moradores também relataram intensa movimentação de tropas e aeronaves sobre a capital.
Após o anúncio feito por Trump, o governo venezuelano declarou estado de emergência nacional e classificou a operação como uma agressão militar ilegal. Autoridades afirmaram que o paradeiro de Nicolás Maduro e de Cilia Flores é desconhecido e exigiram a apresentação imediata de provas de vida.
O ministro da Defesa da Venezuela condenou a ação, chamando-a de ataque criminoso e acusando os Estados Unidos de violarem a soberania do país.
A captura de Maduro provocou repercussão imediata no cenário internacional. Cuba e outros aliados do governo venezuelano condenaram a ação americana. Líderes regionais, entre eles o presidente da Colômbia, defenderam a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
Autoridades americanas já haviam acusado Maduro, desde 2020, de crimes relacionados ao narcoterrorismo e indicaram que ele poderia ser julgado nos Estados Unidos.
Até o momento, não há confirmação independente sobre a localização ou o estado de saúde de Nicolás Maduro e de sua esposa.