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Trump afirma que os dias de Nicolás Maduro no poder “estão contados” e intensifica tensão com a Venezuela

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS, que os dias de Nicolás Maduro à frente da Venezuela “estão contados”. A declaração foi feita neste domingo (2) e repercutiu fortemente na América Latina, em meio à escalada de tensão entre Washington e Caracas.

Questionado sobre a permanência de Maduro no poder, Trump respondeu: “Sim, eu diria que sim. Acho que seus dias estão contados”. Apesar da fala direta, ele negou estar planejando uma guerra contra a Venezuela, acrescentando: “Eu duvido. Acho que não”. A entrevista reforçou o tom de endurecimento de seu governo em relação ao regime chavista, que os Estados Unidos acusam de envolvimento com o narcotráfico e de violar sistematicamente os direitos humanos.

Nos últimos meses, os EUA intensificaram ações militares no Caribe, incluindo ataques a embarcações suspeitas de transportar drogas com origem ou apoio logístico venezuelano. Em um desses episódios, um ataque norte-americano resultou na morte de 11 pessoas em uma embarcação identificada como ligada ao tráfico. A Casa Branca classificou a operação como uma “ação cinética” contra redes criminosas transnacionais.

Em resposta, Nicolás Maduro acusou Washington de tentar desestabilizar o país e de buscar uma “nova intervenção imperialista” sob o pretexto de combate ao crime. O presidente venezuelano ordenou a mobilização de milícias e intensificou o discurso nacionalista, prometendo defender “a soberania e o território da pátria bolivariana”.

Apesar da retórica de confronto, Trump não detalhou se pretende apoiar diretamente uma transição de poder na Venezuela ou intervir politicamente no país. Analistas ouvidos pela imprensa norte-americana avaliam que as declarações fazem parte de uma estratégia para reforçar a imagem de força de seu governo na política externa, especialmente diante das eleições presidenciais de 2026.

A relação entre os dois países segue em um dos momentos mais delicados desde 2019, quando Washington reconheceu Juan Guaidó como presidente interino e impôs sanções severas ao regime de Maduro. Agora, com a nova fala de Trump, cresce a pressão internacional sobre o governo venezuelano, reacendendo o debate sobre até que ponto os Estados Unidos estão dispostos a agir para forçar uma mudança de poder em Caracas.

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