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Trump diz que EUA atacaram instalações nucleares no Irã; entenda o que se sabe até agora

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (21) que o país realizou ataques a três instalações nucleares iranianas: Fordo, Natanz e Isfahan. A declaração foi feita por meio da rede Truth Social, plataforma usada frequentemente por Trump.

“Concluímos com muito sucesso nosso ataque aos três locais nucleares no Irã. Todos os aviões já estão fora do espaço aéreo iraniano”, escreveu o ex-presidente.

Trump também mencionou que uma “carga completa de bombas” foi lançada sobre a instalação subterrânea de Fordo, uma das áreas mais protegidas do programa nuclear iraniano, localizada a cerca de 96 km de Teerã.

Antes da ofensiva, Israel havia pressionado Washington por uma intervenção direta. O local atacado está situado em uma região montanhosa próxima à cidade de Qom e abriga centrífugas para o enriquecimento de urânio.

Na véspera, bombardeiros B-2 dos EUA foram deslocados para Guam, no Pacífico — aeronaves consideradas as únicas capazes de penetrar as defesas das instalações subterrâneas iranianas. O governo norte-americano, no entanto, não confirmou oficialmente a operação nem sua relação com o conflito em curso no Oriente Médio.

Tensão crescente

O ataque acontece em meio à escalada entre Israel e Irã, que já dura dez dias. Neste sábado, o governo israelense afirmou ter realizado bombardeios contra alvos militares no sul e centro do Irã, incluindo depósitos de armas.

A mídia estatal iraniana relatou a ativação de sistemas de defesa aérea e a interceptação de drones israelenses.

Israel também anunciou a morte de três altos comandantes iranianos, entre eles Saeed Izadi, apontado como um dos responsáveis pelos ataques de 7 de outubro, e Behnam Shahriyari, comandante da Força Quds.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que a instalação nuclear de Isfahan foi atingida, mas informou que não há risco radiológico. Imagens de satélite analisadas pela BBC Verify mostram danos visíveis em estruturas do complexo.

Alerta iraniano

Em entrevista à BBC no dia 19 de junho, o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Saeed Khatibzadeh, advertiu que uma intervenção direta dos EUA ao lado de Israel poderia desencadear um “inferno em toda a região”.

“Se Trump decidir entrar nesse conflito, será lembrado como quem começou uma guerra que não era sua”, afirmou o diplomata.

A crise no Oriente Médio segue sem sinais de trégua, com envolvimento crescente de potências militares e riscos ampliados de uma guerra regional.

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