O ex-presidente e atual candidato à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, está avaliando impor sanções contra autoridades brasileiras, especialmente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações apuradas pelo analista de Internacional da CNN, Lourival Sant’Anna.
A possível retaliação ocorre em meio à ameaça já anunciada pelo republicano de aplicar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
Sanções via Lei Magnitsky
As medidas devem ter como base a Lei Magnitsky, que permite aos EUA punir estrangeiros envolvidos em corrupção ou violações graves dos direitos humanos. A expectativa é que os alvos sejam os ministros do STF que votaram a favor das punições ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo que investiga tentativa de golpe de Estado.
Entre as sanções previstas estão:
- Congelamento de bens nos EUA;
- Proibição de entrada no país;
- Sanções secundárias, que podem afetar empresas e instituições com vínculos comerciais com os alvos.
Essas restrições podem impactar até operações bancárias e parcerias comerciais com empresas ligadas aos magistrados brasileiros.
Riscos à diplomacia
Trump também considera suspender vistos para altos funcionários do governo brasileiro, embora o presidente Lula e a primeira-dama Janja não devam ser atingidos diretamente neste momento.
Em um cenário mais extremo, o plano em estudo prevê o descredenciamento da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti Ribeiro em Washington — uma medida que, na prática, equivaleria à sua expulsão dos Estados Unidos e abriria caminho para o rompimento diplomático entre os dois países.
Escalada política, não comercial
As motivações da possível retaliação são políticas, segundo fontes ligadas ao Departamento de Estado americano. O plano estaria sob avaliação do secretário de Estado, Marco Rubio, e deve ser executado em etapas, de acordo com a reação do governo brasileiro.
O movimento faz parte de uma estratégia maior de alinhamento ideológico das Américas, defendida por Trump como resposta à influência de governos progressistas na região.