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Trump não descarta ataques contra a Venezuela e volta a atacar Nicolás Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), voltou a elevar o tom contra a Venezuela neste domingo (14). Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de ofensivas militares, Trump não descartou a ação: “Vamos ver o que acontece”, disse.

O republicano acusou o país vizinho de enviar “membros de gangues, traficantes e drogas” para os EUA. Quando perguntado se cogitava “livrar-se” do presidente Nicolás Maduro (PSUV), evitou resposta direta. “Não é uma ‘opção’ ou ‘não opção’. Vamos ver”, declarou, classificando a eleição que reelegeu Maduro como “corrupta” — quase tão corrupta, segundo ele, quanto a disputa presidencial americana de 2020, na qual foi derrotado por Joe Biden.

A fala acontece em meio ao aumento da presença militar dos EUA na região. Atualmente, uma frota de navios de guerra e caças F-35 patrulham o Caribe, próximo ao território venezuelano. No início da semana, forças norte-americanas abateram uma embarcação que, segundo Trump, estava ligada à facção venezuelana Tren de Aragua e transportava drogas. Onze pessoas morreram na ação.

O governo dos EUA também classificou recentemente grupos do narcotráfico latino-americano como organizações terroristas, abrindo brechas legais para operações militares extraterritoriais. Entre eles, o cartel Los Soles, que Washington acusa de ser comandado pelo próprio Maduro.

O presidente venezuelano acusa os EUA de tentar interferir na soberania nacional com objetivo de controlar o petróleo do país. Em discursos recentes, Maduro convocou a população para se preparar para uma “luta armada” contra possíveis invasões estrangeiras.

Apesar do tom agressivo, Trump havia negado em 5 de setembro que tivesse planos de derrubar Maduro. Porém, a retórica voltou a crescer após as operações militares no Caribe.

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