A mulher de 35 anos agredida brutalmente pelo namorado, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, vai passar por uma cirurgia de reconstrução facial após sofrer múltiplas fraturas no rosto e no maxilar. O espancamento aconteceu no último sábado (26), dentro do elevador de um condomínio na zona Sul de Natal, e foi registrado por câmeras de segurança.
Segundo o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), onde será realizado o procedimento, a vítima passou por uma avaliação ambulatorial nesta quarta-feira (30) e deve ser internada nesta quinta (31). A cirurgia, chamada osteossíntese de fraturas da face, ainda não tem data confirmada, mas há expectativa de que ocorra já nesta sexta-feira (1º).
De acordo com o laudo médico do Hospital Walfredo Gurgel, onde a vítima foi inicialmente atendida, ela sofreu fratura do complexo zigomático-orbitário — região que envolve a maçã do rosto e a cavidade ocular — e do côndilo mandibular, que compõe a articulação da mandíbula.
Agressor segue preso e vai responder por tentativa de feminicídio
Igor Cabral, de 29 anos, foi preso em flagrante no momento do crime, contido por moradores do condomínio após o elevador chegar ao térreo. A prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia. A Polícia Civil informou que ele responderá por tentativa de feminicídio.
O vídeo que registrou a agressão mostra o momento em que o casal entra no elevador, após uma discussão iniciada em uma área comum do condomínio, durante um churrasco com amigos. Quando a porta se fecha, Igor desfere dezenas de socos contra a vítima, que fica com o rosto ensanguentado.
Motivação: ciúmes e suposta traição
De acordo com a delegada Victória Lisboa, da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), a discussão teria sido motivada por ciúmes. Igor exigiu ver o celular da namorada, e após visualizar as mensagens, iniciou o confronto. Testemunhas relataram que ele chegou a jogar o aparelho na piscina antes de subir para retirar seus pertences do apartamento da vítima.
A vítima o seguiu até o elevador, com receio de que algo mais grave pudesse acontecer fora do alcance das câmeras. Foi nesse momento que a agressão ocorreu.
No depoimento, Igor afirmou que teve um “surto claustrofóbico”, alegando que foi provocado após a vítima supostamente rasgar sua camisa. A versão foi rebatida pela polícia, que considera o crime uma tentativa de feminicídio agravada por motivo torpe e uso de violência extrema.