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Vítima espancada com mais de 60 socos passa por cirurgia para reconstrução facial no RN

A mulher brutalmente agredida com mais de 60 socos dentro de um elevador em Natal passou por uma cirurgia delicada nesta sexta-feira (1º), no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). O procedimento tem como objetivo restaurar a forma e a função do rosto, após múltiplas fraturas causadas pelo ataque.

O crime aconteceu no dia 26 de julho e foi registrado pelas câmeras de segurança do prédio onde a vítima morava. O agressor, Igor Eduardo Cabral, ex-jogador de basquete, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ele vai responder por tentativa de feminicídio.

Segundo o HUOL, a paciente já apresentava melhora no quadro clínico e foi internada na tarde da última quinta-feira (31) para os preparativos da cirurgia. O procedimento, chamado osteossíntese, visa reconstruir áreas fraturadas do rosto com miniplacas, miniparafusos e revisão nasal, garantindo a estética e a funcionalidade facial.

“Ela está evoluindo bem, com hematomas em regressão. Ainda sente dores por causa das fraturas, mas estão sendo controladas com analgésicos comuns”, explicou o cirurgião-dentista Kerlison Paulino, que liderou a equipe médica.

A cirurgia foi realizada sob anestesia geral e contou com uma equipe multidisciplinar, incluindo cirurgiões bucomaxilofaciais, anestesistas e enfermeiros.

As imagens do elevador revelaram a extrema violência: o ex-jogador agride a namorada com dezenas de socos, deixando-a com o rosto coberto de sangue. O ataque ocorreu após uma discussão motivada por ciúmes, segundo a investigação da Delegacia de Atendimento à Mulher em Natal.

De acordo com relatos, o segurança do condomínio, ao ver a cena pelas câmeras, acionou a Polícia Militar. Igor foi detido por moradores ao sair do elevador e preso em flagrante.

O primeiro atendimento foi feito no Hospital Walfredo Gurgel, onde a vítima foi diagnosticada com fraturas no complexo zigomático-orbitário (região da maçã do rosto e cavidade ocular) e no côndilo mandibular (estrutura da mandíbula).

O HUOL informou que a cirurgia também tem como meta evitar deformidades e possíveis sequelas permanentes. A paciente deve permanecer internada por pelo menos dois dias, com acompanhamento contínuo da equipe médica.

“Estamos conduzindo tudo com cuidado e ética, focados em minimizar os impactos físicos e emocionais desse trauma”, afirmou o cirurgião.

Logo após a agressão, a vítima não conseguia falar e escreveu um bilhete para os policiais. Nele, relatou que já sabia que seria agredida e que o agressor afirmou que iria matá-la.

“Eu sabia que ele ia me bater. Então, não saí do elevador. Ele começou a me bater e disse que ia me matar”, escreveu ela.

A equipe médica informou que a paciente foi plenamente informada sobre os riscos e a necessidade da cirurgia. A expectativa é que o procedimento, realizado em tempo adequado, favoreça uma melhor cicatrização e menor risco de deformidades.

A mulher segue sob cuidados e será acompanhada durante todo o processo de recuperação.

Fonte: G1

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