O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri após decisão da 1ª Vara Criminal de Natal. Ele é acusado de tentar matar a então namorada, Juliana Soares, durante uma violenta agressão registrada por câmeras de segurança dentro de um elevador.
O crime ocorreu em julho de 2025 e ganhou repercussão nacional após as imagens mostrarem o momento em que a vítima foi atingida por dezenas de socos em sequência.
Na decisão de pronúncia, o magistrado entendeu que existem elementos suficientes para que o caso seja analisado pelos jurados populares. O réu responderá por tentativa de feminicídio com duas qualificadoras.
O juiz também determinou a manutenção da prisão preventiva de Igor Cabral, destacando a extrema violência empregada na ação e a gravidade das lesões provocadas na vítima.
Segundo a decisão, as imagens do sistema de monitoramento foram fundamentais para comprovar a autoria do crime e demonstrar a intensidade das agressões.
De acordo com o processo, Juliana Soares sofreu graves fraturas nos ossos da face e do maxilar, precisando passar por uma cirurgia reconstrutiva que durou mais de sete horas.
A vítima também ficou com sequelas neurológicas permanentes em decorrência das agressões.
Ao analisar o caso, a Justiça rejeitou o argumento da defesa de que não houve risco de morte, entendendo que a violência empregada e o potencial letal da conduta são suficientes para enquadrar o episódio como tentativa de homicídio qualificado.
As investigações apontam que o casal participava de um encontro com amigos em um condomínio localizado no bairro Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, quando ocorreu uma discussão.
Segundo a Polícia Civil, antes das agressões, o acusado teria jogado o celular da vítima na piscina da área de lazer do residencial.
Após o crime, Igor Cabral foi preso e transferido para a Cadeia Pública de Ceará-Mirim.
Com a decisão de pronúncia, o processo entra agora na fase final antes do julgamento popular. A data da sessão do Tribunal do Júri ainda será definida pela Justiça.
A defesa do acusado já havia solicitado liberdade provisória, exames psicológicos e toxicológicos, além da desclassificação da acusação para lesão corporal, pedidos que não alteraram o andamento do processo até o momento.
Como denunciar violência contra a mulher
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos seguintes canais:
- Emergências da Polícia Militar: 190
- Disque Denúncia da Polícia Civil: 181
- Central de Atendimento à Mulher: 180
Os serviços funcionam para receber denúncias, orientar vítimas e encaminhar casos aos órgãos responsáveis pelo atendimento e proteção das mulheres.