Uma bebê de apenas 10 dias morreu no fim da tarde desta segunda-feira (8) em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. A família suspeita que a criança tenha se engasgado com leite enquanto dormia. O caso aconteceu no bairro Jardins. Segundo os familiares, a bebê foi deixada repousando e depois encontrada sem sinais de vida.
O Samu foi acionado rapidamente e tentou reanimar a criança, mas ela não resistiu. A morte foi registrada às 18h55. O corpo foi encaminhado para a Polícia Científica, que vai realizar perícia para esclarecer a causa do óbito. De acordo com a polícia, não havia sinais aparentes de violência.
Nesta terça-feira (9), a Polícia Científica do Rio Grande do Norte emitiu um alerta sobre a Síndrome da Morte Súbita do Lactente, conhecida como SMSL, após registrar um aumento de casos que exigem investigação especializada. A síndrome é caracterizada pela morte inesperada de um bebê com menos de um ano de vida, aparentemente saudável, que permanece sem causa definida mesmo após necropsia completa e análise detalhada do ambiente.
O órgão explica que a SMSL é um diagnóstico de exclusão, adotado apenas quando todas as outras possibilidades são descartadas. Os casos costumam acontecer durante o sono e atingem principalmente crianças entre dois e quatro meses, muitas vezes relacionados a fatores de risco no local onde o bebê dorme.
Entre esses fatores estão dormir de bruços, uso de superfícies macias, excesso de cobertores ou objetos soltos no berço, compartilhamento de cama com adultos, exposição à fumaça de cigarro e histórico de prematuridade.
A Polícia Científica reforça cuidados importantes para prevenir riscos:
• Colocar o bebê para dormir sempre de barriga para cima
• Usar colchão firme e evitar travesseiros, protetores laterais e brinquedos
• Evitar cobrir a cabeça da criança e escolher roupas adequadas ao clima
• Não dividir a cama com adultos, mantendo o bebê em superfície própria
• Manter acompanhamento pré-natal e evitar exposição à fumaça de cigarro
A perícia terá papel fundamental na investigação do caso ao apontar se a morte foi causada por acidente, doença ou outro fator. O exame completo garante segurança técnica para a família e para as autoridades e ajuda a confirmar situações compatíveis com a síndrome.