A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu, nesta sexta-feira (8), encaminhar todas as denúncias contra parlamentares envolvidos na ocupação do plenário da Casa nesta semana.
Os casos serão analisados pela Corregedoria Parlamentar, sob comando de Diego Coronel (PSD-BA), que poderá propor punições. Depois, os processos seguem para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
As representações enviadas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), citam nominalmente deputados do PL, PP e Novo. Uma das petições pede que todos os envolvidos sejam investigados, o que pode ampliar a lista.
Parlamentares citados
- Allan Garcês (PP-MA)
- Bia Kicis (PL-DF)
- Carlos Jordy (PL-RJ)
- Carol de Toni (PL-SC)
- Domingos Sávio (PL-MG)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Marcel Van Hattem (Novo-RS)
- Marco Feliciano (PL-SP)
- Marcos Polon (PL-MS)
- Nikolas Ferreira (PL-MG)
- Paulo Bilynskyj (PL-SP)
- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
- Zucco (PL-RS)
- Zé Trovão (PL-SC)
A oposição manteve o plenário ocupado por mais de 24 horas, em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os trabalhos só foram retomados na noite de quarta-feira (6), em sessão tumultuada e sem votações.
Punição “pedagógica”
Hugo Motta afirmou à CNN que defenderá punições para evitar que manifestações do tipo se repitam. “Tem que ser pedagógica”, disse.
Troca de acusações
Embora seu nome não conste no Diário Oficial, a deputada Camila Jara (PT-MS) foi alvo de ação da oposição, que a acusa de agredir Nikolas Ferreira. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, afirmou no X que “imunidade parlamentar não é salvo-conduto para agressão”.
Já líderes de partidos governistas apresentaram representações contra Marcel Van Hattem, Paulo Bilynskyj, Julia Zanatta, Zé Trovão e Marcos Polon. O deputado Rogério Correia (PT-MG) também protocolou pedido de investigação contra Nikolas Ferreira por quebra de decoro.
Fonte: CNN