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Congresso insiste no erro: enquanto o país pede saúde e segurança, eles querem mais fundo eleitoral

Nem bem esfriou a polêmica da PEC da Blindagem, derrubada após forte reação popular, e o Congresso Nacional já articula mais uma pauta indigesta para o eleitor: o aumento do fundo eleitoral para 2026. Nos bastidores da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a manobra prevê inflar os atuais R$ 4,9 bilhões destinados às campanhas, garantindo um bolo ainda maior para partidos e candidatos.

A cena se repete: em vez de focar em saúde, segurança, educação e empregos, a prioridade de boa parte da classe política continua sendo o próprio bolso eleitoral. O roteiro é conhecido, criar privilégios, arriscar a reação da sociedade e, se der errado, recuar envergonhados, como ocorreu na Blindagem.

Nos corredores, deputados já demonstram receio de “queimar a digital” em mais um projeto de autoproteção. O desconforto é compreensível: a rejeição da PEC mostrou que a paciência do eleitor está cada vez mais curta e que a pressão popular tem força real para barrar retrocessos.

Se o aumento do fundão for confirmado, é quase certo que surgirão novas mobilizações e críticas. Afinal, não há explicação convincente para tirar bilhões do bolso do contribuinte e despejar em campanhas políticas enquanto hospitais lotam, a violência cresce e escolas caem aos pedaços.

No fim, o recado dos parlamentares é cristalino: a prioridade não é o cidadão, mas a manutenção dos próprios mandatos. Resta saber até onde a sociedade aceitará financiar essa conta.

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