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- Correios afundam no vermelho: prejuízo dispara quase 5 vezes em um ano -
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Os Correios fecharam o segundo trimestre de 2025 com um rombo bilionário que preocupa. Entre abril e junho, a estatal registrou prejuízo de R$ 2,64 bilhões — quase cinco vezes mais do que no mesmo período do ano passado (R$ 553,2 milhões). No acumulado do semestre, a conta já bate R$ 4,37 bilhões, o triplo do registrado em 2024.

A receita bruta de vendas somou R$ 4,4 bilhões no trimestre, uma queda de 11,2% em relação a 2024. O setor de encomendas até resistiu, mas o baque veio do segmento internacional, que despencou 63,6% com o avanço do programa Remessa Conforme, da Receita Federal, que facilita a compra de produtos importados em sites credenciados.

Com consumidores pagando impostos já na compra e recebendo pacotes mais rápido, as alfândegas ficaram mais ágeis — mas o faturamento dos Correios, que tradicionalmente ganhava com a burocracia, foi para o espaço.

A direção da estatal atribui o desastre a fatores “conjunturais externos” e diz ter colocado em prática um “plano de recuperação”. A receita do plano? Diversificação de serviços, corte de custos e um tal de Comitê Executivo de Contingência para tentar apagar o incêndio financeiro.

Na prática, soa como aquele manual de crise que toda estatal tira da gaveta quando os números não fecham.

Tentando fôlego, os Correios buscam um empréstimo de R$ 4 bilhões no Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos Brics. O financiamento já tem sinal verde da Cofiex e viria com prazo de 20 anos, cinco deles de carência. A promessa é usar os recursos para projetos de modernização, digitalização e até transição energética.

Resta saber se será investimento de futuro ou apenas mais uma dívida empurrada para a frente.

A estatal segue comandada por Fabiano Silva, que já chegou a entregar uma carta de renúncia ao presidente Lula em julho, mas até agora continua no cargo. Em meio ao maior rombo da década, a indefinição no comando só aumenta a sensação de instabilidade.

Os Correios, que já foram sinônimo de serviço essencial, hoje acumulam prejuízos bilionários, perdem espaço no mercado e dependem de um empréstimo internacional para sobreviver. O carteiro ainda bate à porta mas a conta chega cada vez mais pesada para o contribuinte.

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