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CPI do Crime Organizado acelera investigações e tenta prorrogação em meio a decisões do STF

A reta final da CPI do Crime Organizado no Senado Federal tem sido marcada por uma ofensiva para aprofundar as apurações envolvendo o Banco Master. Com previsão de encerramento em 14 de abril, o relator Alessandro Vieira articula a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias junto ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Diante do prazo apertado, a comissão intensificou o ritmo e adotou estratégias para evitar entraves judiciais. Entre as medidas, os parlamentares voltaram a aprovar a convocação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que anteriormente havia obtido habeas corpus para não comparecer. A intenção é esclarecer como se deu a atuação da autoridade monetária na fiscalização da instituição investigada.

A CPI também decidiu repetir a aprovação de quebras de sigilo envolvendo empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao empresário Fabiano Zettel. Desta vez, os pedidos foram votados de forma individual e com registro nominal, em resposta a decisões recentes do Supremo Tribunal Federal que anularam votações em bloco.

Mesmo com as mudanças, a comissão voltou a enfrentar obstáculos no Judiciário. O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi dispensado de depor após decisão do ministro André Mendonça, que garantiu a ele o direito de não comparecer e de permanecer em silêncio. Outros investigados também conseguiram decisões semelhantes.

A atuação de ministros do STF tem gerado críticas entre integrantes da CPI, que apontam interferência nas investigações. Por outro lado, o presidente da comissão, Fabiano Contarato, orientou que novos pedidos sejam mais detalhados para atender às exigências da Corte.

Para os próximos dias, está prevista a oitiva de Roberto Campos Neto e do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que já indicou disposição para comparecer.

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