Pacientes internados no Hospital Regional Deoclécio Marques, em Parnamirim, na Grande Natal, enfrentam uma dura rotina de espera e incerteza. Referência em atendimento traumatológico, a unidade está com as cirurgias ortopédicas eletivas suspensas devido à falta de materiais, causada por atraso no pagamento a fornecedores.
A situação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), que atribuiu o problema à falta de repasses financeiros por parte da Secretaria da Fazenda. Ainda não há previsão para a normalização dos procedimentos.
Enquanto isso, o cenário nos corredores do hospital é de apreensão. Seu Francisco Pompeu, agricultor de Alexandria (a cerca de 470 km de Natal), acompanha o filho que fraturou o pulso em um acidente de moto. “Estamos aqui desde o dia 28 de junho aguardando essa cirurgia que não sai. A única resposta é que falta material”, relatou.
A angústia também é sentida por Maria Lucileide, de Extremoz, que acompanha o marido idoso. Ele tem próteses nos joelhos e uma delas está com infecção. “A cirurgia dele estava marcada para esta quinta-feira, mas tudo foi suspenso. Temos medo do quadro piorar”, disse.
Outro caso é o de Edileuza, que está há cinco dias no hospital ao lado do marido, vítima de acidente de trabalho e com fratura no fêmur. Já Luzinete, moradora do interior do estado, enfrenta o drama mais longo: o filho, de 18 anos, está há dois meses internado à espera de cirurgia após sofrer um acidente.
Em nota, a Sesap esclareceu que as cirurgias de urgência seguem sendo realizadas, e que o problema afeta apenas o Hospital Deoclécio Marques, em função de um fornecedor específico. Apesar disso, não há prazo definido para o retorno das cirurgias eletivas.
Fonte: TV Tropical