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Mulheres reprovadas em teste dos Bombeiros dizem ter enfrentado exigências idênticas às dos homens e pedem revisão

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) instaurou uma investigação após denúncias de reprovação em massa de mulheres no Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para o Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMRS).

De acordo com as candidatas, cerca de 80% das mulheres foram eliminadas, principalmente na prova que exigia arrastar um boneco de 70 quilos por 50 metros em até 36 segundos. O mesmo critério foi aplicado para homens e mulheres. As concorrentes alegam desproporcionalidade física, mas o CBMRS e especialistas em resgate defendem que o teste simula uma situação real de salvamento, na qual o preparo físico deve ser o mesmo independentemente do gênero.

Nos relatos, algumas candidatas afirmam que o piso irregular, o calor intenso e a longa espera entre as provas prejudicaram o desempenho. Outras, no entanto, reconhecem que a função de bombeiro exige força e resistência compatíveis com o esforço necessário para salvar vidas, e que a igualdade de oportunidades deve vir acompanhada de igualdade de preparo.

O concurso é organizado pela Fundatec e supervisionado pelo CBMRS, que negou qualquer irregularidade e afirmou que o TAF seguiu rigorosamente o edital. Em nota, a corporação ressaltou que o teste é padronizado para representar a realidade do trabalho operacional, onde homens e mulheres enfrentam os mesmos desafios em situações de emergência.

O Ministério Público solicitou à Fundatec os dados completos de aprovação e reprovação por gênero, além de detalhes sobre as condições de execução do teste, para avaliar se houve violação ao princípio da isonomia ou discriminação indireta.

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