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Polícia Civil mira esquema bilionário de jogos de azar e lavagem de dinheiro; Bia Miranda e outros influenciadores estão entre os alvos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quinta-feira (7/8) a Operação Desfortuna, com o objetivo de desarticular um esquema de jogos de azar on-line ilegais, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

A ação acontece de forma simultânea em três estados: Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e tem como alvos influenciadores digitais, incluindo a ex-Fazenda Bia Miranda, acusados de promover o popular Jogo do Tigrinho nas redes sociais.

Segundo o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o grupo movimentou mais de R$ 4 bilhões em transações bancárias suspeitas. As investigações mostram que o esquema não se limitava à divulgação dos jogos: havia uma estrutura organizada, com papéis definidos entre influenciadores, operadores financeiros e empresas de fachada.

As redes sociais eram usadas como isca para atrair seguidores com promessas falsas de lucros rápidos e fáceis — o que, segundo a polícia, configura fraude e aliciamento digital.

Durante o inquérito, os investigadores identificaram sinais de enriquecimento incompatível com a renda declarada por diversos envolvidos. Viagens internacionais, carros de luxo e imóveis de alto padrão passaram a chamar atenção nas redes sociais — e também da polícia.

A suspeita é de que parte do dinheiro arrecadado com os jogos ilegais estava sendo lavado por meio de empresas de fachada e negócios forjados, em uma tentativa de dar aparência legal aos ganhos.

Outro ponto que elevou o grau de complexidade da operação foi a descoberta de vínculos entre alguns influenciadores e pessoas com histórico de envolvimento com o crime organizado.

A Operação Desfortuna é coordenada pela Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), com apoio do Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) e do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD).

Até o momento, a Polícia Civil ainda não confirmou se houve prisões durante a operação.

A reportagem tenta contato com os advogados dos citados na investigação. O espaço permanece aberto para manifestações das defesas.

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