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TCU aponta falhas na rastreabilidade de emendas Pix e não identifica destino de parte dos recursos

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) identificou problemas no acompanhamento de recursos repassados por meio das chamadas emendas Pix. Segundo o órgão de controle, não foi possível rastrear corretamente a aplicação de parcelas de 41 transferências analisadas, que fazem parte de um volume de R$ 534,4 milhões destinados por parlamentares a estados e municípios.

O levantamento examinou uma amostra de 100 repasses indicados por 37 deputados federais e senadores. Em quase metade dos casos avaliados, os técnicos verificaram que o dinheiro foi movimentado por contas bancárias diferentes daquelas que deveriam ser utilizadas exclusivamente para a execução dos projetos financiados.

Os recursos tinham como finalidade custear obras e ações públicas, incluindo pavimentação de ruas, construção de calçadas, implantação de praças e programas sociais.

De acordo com o TCU, a principal irregularidade encontrada foi o uso de contas bancárias sem vinculação específica às emendas. Essa prática compromete a transparência e dificulta o acompanhamento da aplicação dos recursos públicos.

Os auditores identificaram dois tipos de movimentação considerados problemáticos. Em uma das situações, a conta criada para receber a emenda servia apenas como passagem, com os valores sendo rapidamente transferidos para outras contas da administração pública e misturados a recursos de diferentes origens.

Em outros casos, o dinheiro nem chegou a passar pela conta específica prevista para esse tipo de transferência, sendo depositado diretamente em contas utilizadas para diversas despesas dos governos estaduais e municipais.

Segundo o tribunal, esse procedimento contraria as exigências de transparência definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e reduz a capacidade de fiscalização sobre o destino do dinheiro público.

Entre os exemplos citados no relatório está uma emenda de R$ 33,5 milhões destinada a municípios de Roraima pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR).

Os auditores analisaram uma parcela de R$ 5 milhões encaminhada ao município de Rorainópolis e constataram falhas na movimentação dos recursos. Parte do valor não pôde ser acompanhada porque foi transferida entre diferentes contas bancárias, o que comprometeu sua rastreabilidade durante a fiscalização.

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