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Emprego reage no RN, mas geração de vagas despenca mais de 89% no primeiro semestre

O mercado de trabalho do Rio Grande do Norte voltou a fechar o mês com resultado positivo. Em junho de 2026, o estado registrou a criação de 287 empregos com carteira assinada, conforme levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Durante o mês, foram contabilizadas 19.584 contratações contra 19.297 desligamentos, garantindo um saldo positivo, ainda que modesto.

Apesar do desempenho de junho, o cenário no acumulado do ano preocupa. Entre janeiro e junho, o Rio Grande do Norte criou apenas 716 vagas formais, um resultado muito inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o estado havia aberto 6.744 postos de trabalho. A redução chega a 89,3%.

Enquanto isso, no restante do país, a economia brasileira acumulou a abertura de aproximadamente 921 mil empregos formais nos seis primeiros meses do ano. Mesmo com saldo positivo, o desempenho nacional também desacelerou, registrando queda de cerca de 25% em comparação ao primeiro semestre do ano passado.

Serviços sustentam o saldo positivo no semestre

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos no estado entre janeiro e junho, com saldo de 4.620 vagas.

Na sequência aparecem a construção civil, com 1.174 novos postos de trabalho, e o comércio, que encerrou o período com saldo positivo de 588 vagas.

Em sentido contrário, a indústria perdeu 1.133 empregos formais durante o semestre. A agropecuária apresentou o pior desempenho, acumulando saldo negativo de 4.527 vagas.

Agropecuária surpreende e lidera geração de vagas em junho

Se no acumulado do ano a agropecuária amarga forte queda, em junho o setor foi o grande destaque positivo. Foram abertas 1.051 vagas formais, resultado de 1.525 admissões e apenas 474 desligamentos.

O comércio também encerrou o mês no azul, criando 250 empregos.

Já os setores de serviços, construção civil e indústria registraram mais demissões do que contratações durante o mês, reduzindo o saldo geral do estado.

Mossoró lidera perdas de empregos no semestre

Entre os municípios potiguares, Mossoró foi a cidade que apresentou o pior saldo de empregos formais no primeiro semestre, com fechamento de 1.067 vagas.

Na sequência aparecem Baía Formosa, com saldo negativo de 1.044 postos, Goianinha, com menos 550 vagas, Apodi, que perdeu 498 empregos, e Jandaíra, com redução de 338 postos de trabalho.

Por outro lado, Natal liderou a geração de empregos no estado, acumulando saldo positivo de 2.146 vagas. Parnamirim ficou em segundo lugar, com 1.318 novos postos formais. Também tiveram bom desempenho os municípios de Espírito Santo, Pau dos Ferros e Extremoz.

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