Design sem nome (5)

Fiscalização encontra irregularidades em quase todos os bicos de combustíveis analisados em Natal

Uma fiscalização realizada pelo Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte revelou um índice alarmante de problemas em postos de combustíveis de Natal. Dados divulgados na quarta-feira, dia 8, apontam que 98% dos bicos avaliados apresentaram algum tipo de irregularidade.

A ação ocorreu entre os dias 10 e 12 de março e integrou a operação nacional “Tô de Olho no Abastecimento Seguro”, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em parceria com o Inmetro, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e a Secretaria Nacional do Consumidor.

Durante a fiscalização, 19 postos foram vistoriados na capital potiguar, totalizando a análise de 239 bicos de abastecimento. Desse total, 236 foram reprovados. Apesar do número elevado de falhas, não houve identificação de fraudes eletrônicas nos equipamentos.

As principais irregularidades estavam relacionadas à má conservação das bombas e a problemas nas instalações elétricas, o que pode representar riscos à segurança e prejuízos aos consumidores.

Ao longo do mês de março, o órgão também participou de uma operação integrada com outras instituições em Natal e Mossoró, onde novas irregularidades foram encontradas. Em Mossoró, 132 bicos foram analisados e 29 apresentaram problemas, incluindo vazamentos, desgaste de componentes e falhas em dispositivos de segurança. Em casos mais graves, houve interdição imediata de equipamentos por alterações irregulares e fornecimento de combustível abaixo do permitido.

Na capital, três postos que haviam sido denunciados também passaram por fiscalização. Dos 32 bicos verificados, 10 foram reprovados, novamente com predominância de falhas ligadas à conservação dos equipamentos.

No total, 94 estabelecimentos foram autuados durante o período e tiveram até 15 dias para apresentar defesa ou realizar as correções necessárias. As multas podem chegar a R$ 1,5 milhão, dependendo da gravidade das infrações e do histórico das empresas.

Entre os principais problemas identificados estão erros de medição acima do permitido, vazamentos de combustível, ausência de dispositivos de segurança, violação de lacres e falhas que dificultam a leitura correta das informações nas bombas. O órgão reforça que a manutenção adequada desses equipamentos é essencial não apenas para cumprir a legislação, mas também para garantir a segurança e a confiança dos consumidores.

Compartilhe esse texto nas suas redes sociais: